segunda-feira, março 30, 2015

Onde está o Fábio?

A resposta é: em todo o lado (exceto no golo de Matic, onde estava só Eliseu e no sítio errado). Olho para esta seleção e vejo o que vi na Itália, um dia antes: uma manta de retalhos, com um upgrade chamado Ronaldo, mas com uma identidade menos definida, porque apesar do resultado e de uma aposta que deu certo numa individualidade, o futebol produzido pelo conjunto continua a ser sofrível. Para a Sérvia e para a Dinamarca vai chegando. Para as seleções de topo, mesmo com o melhor do mundo num daqueles dias em que os pés estão alinhados com o novo visual, chega cada vez menos.

quinta-feira, março 26, 2015

Play It Again, Sam # 151 - Morphine

Música: "Let's Take a Trip Together"
Álbum: "Cure for Pain", 1993
Interpretação: Morphine



Voz, bateria, baixo e os campos, dançando melancolicamente ao som de um saxofone hipnótico - a música perfeita para ir, num dia de chuva. Uma viagem interior, nostálgica, uma chuva existencial, metafísica, uma estrada virtual, sem destino, sem nada que me lembre a rotina de mais um dia, os terreais cordões que terei de apertar algures, na hora marcada. Mas não agora, com este som tão perto, tão prestes a fechar-me os olhos e a levar-me para onde os sonhos ainda não tenham sido esmagados pelas contas da vida. Encosto a cabeça, preparo-me para desligar, mas eis que se ergue perante mim uma figura minúscula: primeiro os pés, em cima do banco, depois um braço, depois o outro, como quem quer voar, um sorriso que cresce de orelha a orelha, a boca achocolatada solta uma palavra longa, que não ouço mas reconheço, reconheço aquela energia, aquele entusiasmo de criança, aquela fração de tempo que se expande no espaço infinito e contagia toda a gente. Tiro os auscultadores. Foi golo do Brahimi. E, por instantes, o céu voltou a ser azul.



Música: "You Speak My Language"
Álbum: "Good", 1992
Interpretação: Morphine

segunda-feira, março 23, 2015

Notícias da Baviera

Uma boa, outra má. A boa é que a máquina alemã não é infalível, como o Borussia Monchengladbach demonstrou (eu sei, a vantagem do Bayern é tão grande, que é difícil manter os jogadores motivados e focados em todos os jogos, mas é melhor do que nada e talvez haja aqui matéria para Lopetegui estudar). A má é que, depois do que aconteceu ontem, a churrasqueira de Neuer não deve abrir tão cedo. O que é uma pena, porque frangos com esta qualidade não se arranjam todos os dias.

El Clásico

É um pouco estranho, tendo em conta o ADN e o momento de forma das duas equipas, ver o Real Madrid a mandar no jogo e a trocar a bola no meio-campo do Barcelona, e o Barça a apostar em transições rápidas e num futebol mais direto. Mas a verdade é que foi assim que o conjunto de Luis Enrique construiu a vitória, mesmo tendo sido inferior ao seu rival, durante uma boa parte do jogo - só a partir do 2x1, o Real caiu a pique e o resultado podia até ter sido mais dilatado. Ancelotti sai de Camp Nou com este sabor agridoce: a melhor exibição dos últimos tempos não chegou para evitar nova derrocada e aliviar a pressão dos maus resultados recentes. Vida difícil para o treinador italiano.

domingo, março 22, 2015

Mata, Mata

Depois da vitória do Chelsea no terreno do Hull City (com Courtois a dar o segundo e a tirar o terceiro aos locais), resta saber quem ocupará as restantes posições do pódio. O bis de Mata em Liverpool mantém os Devils a 2 pontos do City e daqui a duas jornadas há derby em Manchester (e logo a seguir um Chelsea x M. United).