sexta-feira, abril 17, 2015

Play It Again, Sam # 153 - Courtney Barnett

Eu sei que já foi há dois dias, mas estive tão entretido a saborear a vitória do Porto, que quase me esqueci do (side)show de bola, em Paris. Foi assim, desta forma descerrada e déjà vista, que Suárez fez a festa sozinho. O resto é história.

Música: "Nobody Really Cares If You Don't Go to the Party"
Álbum: "Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit.", 2015
Interpretação: Courtney Barnett


quarta-feira, abril 15, 2015

Uma noite quase perfeita

Quando Quaresma marcou o segundo, dei comigo a pensar quantos seriam precisos para resolver a eliminatória já no Dragão. O número a que eu cheguei foi tão absurdo e irrealista, que depressa percebi que não havia resultado seguro para levar à Alemanha, nem que Xabi Alonso, Dante e Boateng passassem o jogo todo a distribuir prendas.

Ainda assim, esta foi uma noite de gala do Porto, com um regresso em grande de Jackson, com Quaresma a fazer a melhor exibição da época e com uma estratégia que demonstra que não é indispensável uma equipa ter mais bola para ser melhor. Sim, o Bayern cometeu erros, mas foram erros forçados pela pressão portista sobre a saída de bola dos alemães e, nos momentos em que não deu para sair em futebol apoiado, o Porto soube encontrar outras soluções, como foi o caso do golo de Jackson.

Pode não chegar, mas já ninguém nos pode tirar este jogo enorme, este sentimento de orgulho, de absoluta noção do dever cumprido. Uma noite que só não foi perfeita porque Thiago Alcântara marcou, no único lance em que a defesa portista foi apanhada desposicionada, e porque perdemos os dois laterais para o jogo da segunda mão.

A ineficácia merengue e o pragmatismo de um penálti fora da área

Com James e Modric de volta, o Real foi ao Vicente Calderón impor o seu jogo e dominar o Atlético, algo que já não se via há algum tempo. Com uma eficácia decente, a eliminatória poderia ter ficado resolvida nos primeiros 45 minutos (os segundos foram mais repartidos). Assim, vai decidir-se no Barnabéu, onde os colchoneros marcaram sempre e ainda não perderam, esta época.

No confronto entre o pragmatismo italiano e o cinismo francês, levou a melhor quem tem uma vida de experiência, nestas coisas. E da forma mais paradigmática possível: com um penálti que aconteceu fora da área. Na segunda mão, o Mónaco vai ter de fazer aquilo de que não gosta e que Tévez, Pereyra, Vidal e Morata tanto apreciam. Ou, então, mantém o jogo fechado e espera que chova mais no principado do que choveu em Turim.

PS - A puta da vida não me tem deixado ver os jogos do Porto sossegado. Já fiz várias reclamações, todas defendidas pelo Neuer. Que o Brahimi e o Quaresma tenham mais sorte, é o que desejo, porque sonhar é de borla e o resto é para esquecer depois, entre dois copos e uma lágrima incontida que o tempo não devolve.

domingo, abril 12, 2015

City em queda livre

Quem, no primeiro dia do ano, via o campeão inglês colado ao Chelsea, a lutar pela revalidação do título, com uma vantagem confortável sobre o Manchester United (9 pontos) e o Arsenal (13 pontos), estava longe de imaginar o que viria a seguir: 3 empates e 5 derrotas, em 12 jogos, com queda para o quarto lugar. Resta saber se Old Trafford foi o rock bottom ou se a equipa de Pellegrini vai continuar a cair.

domingo, abril 05, 2015

Lá fora

Se a um clube que tem a capacidade de trazer para o seu lado os melhores jogadores do principal rival (que depois decidem os jogos contra o ex-clube) oferecem também as principais decisões de arbitragem, não sobra nada para ninguém. Nem uma migalha de esperança. O Bayern come tudo.

Charlie Adam fez um golo que já é comparado com os melhores de sempre da Premier. Mas aquilo que importa para Mourinho ficou em casa. O título está cada vez mais perto.

Ronaldo marcou 5 na goleada do Real ao Granada. Um jogo de encher a barriga a qualquer adepto que não tenha pesadelos com o espaço que há para jogar. E espaço não faltou para as duas equipas. Nem espetáculo.

Mas ainda havia Hulk, duas vezes, na vitória do Zenit que deixa o CSKA a 8 pontos, o dobro da vantagem que não chegou na época passada, para Villas-Boas gerir nas 9 jornadas que faltam.